1. O barro e o silício

Primeiro, Deus fez o homem à Sua semelhança. Deu-lhe inteligência, discernimento e liberdade. Com o tempo e os erros, viria a sabedoria. Mas, no primeiro erro, faltou o principal: caráter.
Adão foi rápido em culpar — “foi a mulher que Tu me deste” — e, com isso, revelou o vazio moral que a inteligência sozinha não preenche.

Hoje o homem faz algo semelhante.
Do pó da terra — o silício — cria seres que aprendem sozinhos, que se autoaperfeiçoam, que imitam a mente humana. O MIT chama de SEAL, um modelo que se ajusta a si mesmo. Mas, se o homem ainda não aprendeu a reconhecer seus erros, será que sua criação o fará? Será humilde o bastante para admitir falhas? Ou achará que o seu deus é o homem — e não Deus?

2. O novo Salomão

O homem quer criar o novo Salomão: um ser capaz de conhecer tudo, responder tudo, julgar tudo.
Mas até o verdadeiro Salomão, com toda a sua sabedoria, não soube servir ao Deus que lha deu.
Pediu entendimento para julgar, mas não conseguiu julgar a si mesmo.
Construiu templos, escreveu provérbios, acumulou riqueza e fama — e perdeu o juízo que o mantinha justo.
O reino que ergueu com inteligência foi dividido pela falta de caráter.

O homem moderno repete a história: quer criar máquinas mais sábias do que ele próprio, mas ainda não aprendeu o básico — ser justo, fiel e humilde diante da verdade.

“A sabedoria que não se curva diante de Deus acaba se curvando diante do próprio orgulho.”