Introdução
A odontologia moderna tem favorecido materiais estéticos como as resinas compostas. Porém, muitos ignoram que essas resinas são plásticos derivados do petróleo e podem liberar substâncias químicas de preocupação crescente. Já o amálgama — utilizado por mais de 150 anos — foi abandonado mais por questões estéticas do que científicas.
Este artigo foi elaborado com base em estudos científicos revisados e na experiência do autor como paciente. A convergência entre literatura acadêmica e vivência prática reforça a credibilidade das conclusões. As principais fontes estão listadas ao final.
1. Composição e Estrutura
| Material | Composição Principal | Fixação | Durabilidade Estimada |
|---|---|---|---|
| Amálgama | Liga metálica de mercúrio + prata + estanho + cobre | Retentiva (mecânica) | 15 a 40 anos |
| Resina Composta | Polímero (Bis-GMA, UDMA) + sílica/vidro | Adesiva (química) | 5 a 10 anos |
2. Segurança Química: O que é Liberado?
- Amálgama: Libera traços de vapor de mercúrio metálico (Hg⁰), geralmente muito abaixo dos limites de segurança. Um amálgama íntegro libera menos mercúrio do que uma porção de atum.
- Resinas Compostas: Podem liberar Bisfenol A (BPA) e outros monômeros. Mesmo as “livres de BPA” podem conter compostos similares com potenciais efeitos cumulativos, uma preocupação especialmente para crianças e gestantes.
3. Durabilidade e Manutenção
- Amálgama: Longevidade superior, menor frequência de troca e custo menor a longo prazo. Sua rigidez também pode reduzir a pressão sobre a polpa dentária.
- Resina: Estética superior, mas com maior taxa de falha por infiltração ou fratura, exigindo trocas mais frequentes.
4. Conclusão da Análise
A substituição massiva do amálgama foi impulsionada por fatores estéticos, comerciais e políticos, não puramente científicos. Para restaurações em dentes posteriores, onde a força da mastigação é maior, o amálgama continua sendo uma solução segura, durável e com um custo-benefício excelente.
A escolha final deve ser técnica, conversada com seu dentista de confiança, e não baseada apenas em tendências de mercado.
📌 Referências Científicas
- ADA Council on Scientific Affairs. “Dental Amalgam: Update on Safety Concerns.” Journal of the American Dental Association, 2009.
- World Health Organization (WHO). “Future Use of Materials for Dental Restoration”, 2011.
- Ferracane JL. “Resin composite—state of the art.” Dental Materials, 2011.
- Bae JY et al. “Release of BPA from dental resins into saliva in children.” Pediatric Dentistry, 2016.


